Atores e Agendas da Política Externa Brasileira

A partir de uma visão da Política Externa como uma política pública, esta linha de pesquisa visa analisar as principais linhas de atuação, as áreas temáticas priorizadas, os atores envolvidos e os diversos interesses em jogo na hora de desenhar e implementar a política externa brasileira.

PROJETOS

Objetivo: Produzir um Atlas da Política Externa Brasileira que analise o panorama da política externa brasileira contemporânea em uma perspectiva que aglutine, de modo didático, os principais temas relativos à inserção do país no sistema internacional. Por suas dimensões continentais o Brasil tende a ser um país mais voltado para dentro. Em vista da grande extensão territorial, o país apresenta uma relevante diversidade entre suas regiões, o que torna o estudo das diferenças regionais em variadas dimensões um atrativo objeto de estudo de um país que é um mundo em si mesmo.

Link do Atlas

Objetivo: Analisar as relações entre a condução da PEB e novos atores para além do MRE e do Itamaraty.

Objetivo: explorar as principais linhas da política externa brasileira utilizando a análise do discurso como recurso metodológico ou meio de obtenção dos parâmetros para a análise da atuação internacional brasileira.

Objetivo: analisar as transformações introduzidas pelos processos de integração regional e como elas impactaram na arena política regional, mapeando as estratégias de integração regional existentes na América Latina e identificando os grupos domésticos que dão suporte ou se opõem às estratégias predominantes.

Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e Direitos Humanos

A Cooperação Sul-Sul (CSS) está ganhando peso nas agendas de política externa de vários países do Sul, entre eles o Brasil, criando novas parceiras entre países em desenvolvimento de diferentes regiões (África, América Latina, Oriente Médio e Ásia). Esta linha de pesquisa visa analisar essas dinâmicas de cooperação, tendo em conta os diversos atores e interesses diversos mobilizados (inclusive empresas e movimentos sociais), para conhecer mais detalhadamente essa realidade.

PROJETOS

Objetivo: Analisar as práticas de CSS do Brasil no campo da alimentação com três países africanos: Moçambique, Guiné-Bissau e Senegal. Esta pesquisa analisa as práticas de cooperação sul-sul do Brasil no campo da alimentação com três países africanos: Moçambique, Guiné-Bissau e Senegal.

Relatório de pesquisa: Cooperação SUL-SUL Brasil– África no Campo Da Alimentação (Setor Público)

Resumo: Este relatório compõe a última etapa do processo de pesquisa no tema de agricultura e segurança alimentar na Cooperação Sul-Sul entre Brasil e África, no setor público, desenvolvida pelo grupo de pesquisa GRISUL. Neste será apresentada a teoria base utilizada, métodos e resultados; a proposta do projeto é ampliar a discussão a cerca do tema e fornecer ferramentas que fomentem novas pesquisas na área de Relações Internacionais e Ciência Política. Os questionamentos oriundos dessa breve discussão poderão resultar em novas pesquisas, desta forma o último tópico deste documento trará possibilidades de perguntas para desenvolvimento não só de textos, mas também de imagens, como a cartografia temática. O foco dado neste momento foi às relações dos governos brasileiros e africanos, e ainda de outros países no processo de consolidação da Cooperação Sul-Sul por vias bilaterais e triangulares.

Relatório de pesquisa: Cooperação SUL-SUL Brasil– África no Campo Da Alimentação (Sociedade / Movimentos Sociais)

Resumo: A pesquisa foi iniciada com o propósito da construção de um material de pesquisa conjunta, o qual analisaria a relação de cooperação entre o Brasil e países africanos, pelo setor público, privado e das organizações sociais. Cabendo aqui a perspectiva social, de forma que fosse mapeado movimentos sociais e organizações não governamentais atuantes no continente, os quais abordassem o tema da alimentação, agricultura, pesca e meio ambiente.Apresentando o braço social da pesquisa, pôde-se entrar em contato com a veia menos estrutural e mais orgânica do estudo, de tal maneira a ressaltar o micro, e sair da esfera macro, destacar e analisar o impacto para com os indivíduos das ações de agentes institucionais mais tradicionais, como empresas e governos, apontando qual impacto dos atores de maior visibilidade (esfera governamental e empresarial) na vida cotidiana, para além de ressaltar a reação às tais medidas, quantificando protestos, e outros tipos de movimentos que refletissem um incômodo.

Objetivo: Elaborar uma cartilha para apresentar a complexidade da realidade africana atual a partir de um olhar afastado dos tipos que habitualmente envolvem a África.

Ir para a seção especial da cartilha Ubuntu.

(financiado pelo Programa Jovem Cientista do Nosso Estado da FAPERJ e pelo Programa de Produtividade em Pesquisa da UNIRIO)

Resumo: Nos últimos 15 anos, os processos de integração e cooperação Sul-Sul na América Latina se revitalizaram, com a criação de espaços de cooperação política regional e a renovação estratégica daqueles surgidos na fase de “regionalismo aberto”. Cada espaço apresenta agendas e estratégias para abordar os principais problemas de desenvolvimento que afetam a região. No entanto, há uma série de tensões e conflitos diretamente relacionados com os modelos de desenvolvimento promovidos nesses espaços pelos diferentes atores envolvidos, o que evidencia uma realidade muito mais complexa do que a colocada em agendas governamentais de integração. Isto expõe a diferença entre a construção de um projeto regional institucionalizado (a integração formal) e a realidade de uma rede social-comunitária transnacional de escala regional (a integração real). O objetivo da pesquisa é analisar os modelos de desenvolvimento impulsionados pelos principais esquemas de integração regional na América Latina, e os conflitos e tensões que estes processos estão gerando, para identificar, a partir de uma perspectiva de coerência de políticas com o desenvolvimento, as respostas que as agendas, instituições e espaços de negociação regional oferecem. Qual é a experiência acumulada no campo do desenvolvimento nos principais espaços regionais da América Latina? Qual é o grau de coerência das práticas e modelos de desenvolvimento impulsionados? Quais os impactos econômicos, sociais e ambientais desses modelos? Quais são as principais demandas dos atores sociais na região? Quais são os espaços de articulação regional? Com base em que desenhos institucionais os espaços regionais concebem e implementam essa agenda de desenvolvimento? Que atores participam desses desenhos e a traves de que mecanismos? Existem espaços de participação e deliberação que incluam os atores sociais? Estas são algumas das perguntas que guiam a pesquisa que estamos realizando.

Relações Internacionais da América Latina

O objetivo da linha é discutir o estado contemporâneo das Relações Internacionais na América Latina, buscando problematizar conceitos ocorridos no pós-segunda guerra (direitos humanos, migrações, disputas territoriais e terrorismo), para demonstrar as correntes mais importantes do pensamento político latino-americano desde então. Nome do grupo: GRISUL (Grupo de Relações Internacionais e Sul Global.

PROJETOS

O objetivo desse projeto é discutir o estado contemporâneo das Relações Internacionais na América Latina. Buscando problematizar conceitos ocorridos no pós-segunda guerra tais como – direitos humanos, migrações, disputas territoriais e terrorismo – essa pesquisa visa demonstrar as correntes mais importantes do pensamento político latino-americano desde então. Assim, serão contempladas desde teorias como desenvolvimentismo e dependência aos impactos da redemocratização e da implementação do neoliberalismo, resultando em novos modelos de organização e participação política. Dessa maneira, buscaremos debater o lugar da América Latina na ordem internacional contemporânea, considerando alguns dos temas mais clássicos da disciplina.

O presente projeto tem como objetivo fornecer subsídios teóricos e analíticos aos alunos com o intuito de compreender a realidade política latino-americana contemporânea, pensando suas crises políticas e quedas presidenciais de maneira comparada. Buscaremos o entendimento dos fenômenos comuns aos países da região através da política comparada, apresentando os conceitos e o funcionamento das principais instituições políticas latino-americanas, bem como procurando entender a maneira que a democracia e o Estado se estruturam na região.

Nessa linha, buscaremos identificar os legados históricos dos países analisados e as transformações ocorridas em suas instituições políticas, identificando as mudanças na arena política e seus impactos sobre a politização da agenda externa dos países da América Latina.

O objetivo dessa linha consiste em analisar as transformações introduzidas pelos processos de integração regional e como elas impactaram na arena política regional, mapeando as estratégias de integração regional existentes na América Latina e identificando os grupos domésticos que dão suporte ou se opõem às estratégias predominantes.

O objetivo dessa linha é analisar as mudanças na transição do modelo desenvolvimentista para o modelo neoliberal e posteriormente, para o chamado neodesenvolvimentismo, analisando temas como as chamadas “teorias da modernização”; “Teoria da dependência”, “Teologia da Libertação”, entre outros. Assim, buscaremos mapear e avaliar criticamente as teorias e os conceitos utilizados para analisar os fenômenos estudados, em particular aqueles tratados pela Ciência Política e pelas Relações Internacionais.

Atores e redes transnacionais: movimentos sociais globais e migrações transnacionais

A política global não pode ser entendida hoje somente a partir das relações entre os Estados. O objetivo desta linha é mostrar o crescente protagonismo dos atores transnacionais na ordem global atual, principalmente daqueles que participam desde baixo e desde fora das instituições, a partir da criação de redes e espaços transnacionais nos quais se definem e desenvolvem agendas e práticas de contestação e de construção democrática.